Você se cobra muito?

Entenda como a autocobrança pode lhe trazer benefícios e de que forma você pode lidar melhor com ela no seu dia a dia

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Alguns podem chamar de perfeccionismo, outros dizem que se trata em ser exigente demais consigo mesmo e há ainda quem defina essa característica como autocobrança.

Não importa qual definição soe mais comum aos seus ouvidos, pois de qualquer forma, estamos falando daquela exigência que fazemos sobre nós mesmos para que tudo saia impecavelmente perfeito.

Diante destas situações, você se sente pressionado e, além disso, essa pressão interna tende a se multiplicar a partir das pressões vindas do mundo externo cada vez mais comuns como, por exemplo, as cobranças da sociedade e de pessoas próximas.

Mas, antes de tudo, já parou para pensar sobre o lado positivo em ser alguém que faz cobranças para si mesmo?

O lado oposto da autocobrança é o comodismo ou, se preferir, você também pode chamar de zona de conforto.

É a autocobrança que te afasta do lugar comum ou da mesmice e faz você correr atrás da conquista de uma meta.

Ela trabalha como uma espécie de combustível que te faz caminhar em direção aos seus sonhos.

E quanto mais suas metas tratarem de coisas que você (e não os outros) deseja alcançar, mais você terá energia para lidar com os obstáculos ao longo do caminho sem desistir diante dos tropeços. Pessoas que se cobram têm disciplina e podem usar esse perfeccionismo em seu favor.

Além disso, estes indivíduos costumam estar em constante evolução para serem sempre melhores naquilo que fazem, como pessoas e como profissionais. Quem não se cobra muito, provavelmente é aquele tipo de pessoa conformada e de braços cruzados com o que a vida lhe traz.

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Antes de estipular uma meta, pare para pensar se você precisará de outras pessoas para a sua concretização.
 
Isso já pode ser suficiente para você criar expectativas mais adequadas à realidade e, assim,correr menos riscos de se frustrar. Afinal, ter êxito em situações onde dependemos não só de nós mesmos, mas também de outras pessoas estão mais fora do nosso controle, concorda?
 
Aqui vale uma ressalva: será que para chegar aonde quer, você pode contar com a ajuda de outras pessoas?
 
Porque uma das armadilhas da autocobrança é desejar ter o mundo em suas próprias mãos por acreditar que a conquista só depende de si mesmo, quando na verdade você poderia contar com outras pessoas.
 
Neste caso, você pode praticar a autocobrança excessiva ao delegar determinadas atividades a outros indivíduos.
 
Pense nas atividades que se ajustariam a pessoas que possam te ajudar.
 
Por exemplo: você quer juntar dinheiro para fazer um curso, não sabe como pode economizar e mesmo assim conta apenas consigo mesmo para ter toda a grana em um curto período.

Será que sozinho você consegue ter sucesso? Será que essa é a melhor estratégia? É certo que a frustração virá e, dessa forma, você vai deixar a autocobrança trabalhar contra você.

Neste caso, para que isto não aconteça, procure contar com a ajuda de alguém que conseguiu poupar dinheiro em um tempo razoável.

Converse com essa pessoa ou, se isso não for possível, leia materiais sobre seus feitos e absorva uma visão de fora para implementar estas dicas. Isso vale para outras situações também.

Sabemos o quanto a sociedade impõe padrões que nos fazem acreditar que as realizações aconteceram de uma hora para outra e que você está sempre atrasado. Ou então, que os outros são sempre melhores que a gente.

Absorver isso como sendo sua verdade, só te trará prejuízos quanto à sua autoestima e confiança por ser o tipo de coisa que não te acrescenta. Deixe isso do lado de fora ao entender que você tem que se superar sempre, e não superar os outros.

Por outro lado, se realmente sua meta envolve um esforço que só você pode entregar, ou seja, ninguém pode diretamente te ajudar, contar com o apoio moral de pessoas próximas com certeza te trará muito mais segurança e energia para seguir em frente.

A dica aqui é para que você não se sinta sozinho em nenhum momento diante de algo que só dependa das suas atitudes.

Outro problema é quando impomos para nós mesmos metas fantasiosas, seja porque você é uma pessoa exigente ou porque você realmente acredita que seja possível alcançá-la.

Procure fatiar a meta final em diversas outras menores.

As quebras de metas são essenciais para aquilo que desejamos obter especialmente a médio e longo prazo.

É muito importante também comemorar cada uma destas conquistas como maneira de se manter constantemente estimulado e de manter a autocobrança em um nível que seja favorável a você, e não prejudicial.

Quando falamos em criar metas (e consequentemente expectativas) realistas, você precisa ter em mente de que é possível conquistar grandes feitos, sim, só que não da noite para o dia. Para isso, será necessário construir pedra por pedra e, assim, avançar em cada nova etapa.

Também é muito provável (e normal) você viver situações em que não atingiu o desempenho esperado. Quando isso acontecer, veja se o equívoco está na meta irreal, na estratégia usada ou na ausência da ajuda de outras pessoas que você poderia ter contado.

Enxergar o erro e consertá-lo te trará muito mais chances de acertos breves e futuros do que apenas se martirizar e continuar com as mesmas atitudes tentando chegar a resultados diferentes.

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Você ainda pode se propor a fazer certas atividades que não sejam tão importantes e que te permitam errar no intuito de se tornar mais flexível quanto aos inevitáveis erros que irá cometer ao longo da sua vida.
 
Por exemplo: se você sempre costuma se arrumar de maneira impecável chegando a ser até formal demais em situações que nem precisaria, aos poucos pode se permitir usar peças de roupas mais casuais.
 
Ainda assim, toda vez que a cobrança exagerada sobre si chegar com tudo, reflita sobre todas as coisas que já fez e que no final foi bem-sucedido, apesar dos erros cometidos ao longo do caminho.

 

Neste sentido, procure não se atentar aos detalhes (os erros), mas sim ao contexto positivo como um todo.

Isto te ajudará a amenizar o peso sobre suas costas ao trabalhar seu perfeccionismo.

Além disso, se perguntar e relembrar como conquistou tais coisas no passado é uma boa oportunidade que poderá te trazer ideias eficazes para lidar com a situação de autocobrança que está passando.


Flávia Rocha (ex-aluna do Colégio Exatus) e Luana Lie são Coaches Vocacionais e de Carreira da Realiza Insight, com formação pelos melhores institutos do Brasil. Elas escrevem para o Portal Exatus todas as sextas-feiras e realizam o trabalho de coaching em grupo com os alunos do EM do Colégio Exatus.

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